Quantos medos nós, mães, experimentamos

15/01/2021

Por Ada Trindade

“Cuidado você vai cair”
“Tira a mão daí, você vai se machucar”
“Você vai derrubar esse copo”
“E se alguém machucar meu filho na escola?”
“E se acontecer alguma coisa e eu não estiver por perto?”

Quantos medos nós, mães, experimentamos! E quanta culpa também, né? Parece que a gente está sempre em débito com nossos filhos. Mas deixando um pouquinho de lado esses dois sentimentos (medo e culpa) eu convido você a refletir comigo: o que você espera para os teus filhos? Como você os imagina quando estiverem adultos?

Eu acho que todas nós desejamos filhos felizes, que tenham habilidades de vida que os ajudem a lidar com a vida de maneira saudável – filhos gentis, honestos, assertivos, corajosos, empáticos, empoderados, que saibam ouvir… essa é uma lista que você pode continuar!

E como ajudar nossos filhos a aprenderem tantas habilidades? É necessário que “saiamos do automático”, daqueles comportamentos que a gente faz sem pensar, e quando percebemos já foi! E aí a culpa volta de novo. Mas eu acredito que se você está aqui, lendo este texto, você já tomou consciência do quanto és importante nesse processo e acredito também que seus filhos são privilegiados por ter uma mãe buscando ser o melhor que pode.

Mas … pra “sair do automático” é preciso refletir!

Você já parou pra pensar que muitas vezes o nosso medo e a nossa culpa podem ser obstáculos para empoderar nossos filhos? Veja o exemplo: se o seu filho sobe numa árvore, o que você diz: “cuidado! Você vai cair” ou “segure firme e apoie bem seus pés”; e se teu filho é convidado pra uma festinha sem os pais, você consegue dizer “nossa filho que legal! Acho que vai ser bem divertido” ou você se deixa ser consumida por um “pensamentinho” do tipo “mas e se acontecer alguma coisa?”

Quais dessas duas formas de abordagem podem ajudar seus filhos a desenvolverem as habilidades que você espera que eles tenham no futuro?

Que tal sempre que o medo ou a culpa estiverem dominando seus pensamentos você voltar a pensar sobre isso: o que eu espero que meus filhos aprendam?

A gente tende a pensar assim: “Eu desejo filhos corajosos, mas agora não”, “eu desejo filhos que saibam que errar faz parte da vida, mas por enquanto é melhor não arriscar”. Esses pensamentos sãos os nossos medos falando, e qual mensagem você acha que eles transmitem aos nossos filhos?

Embora achemos que superproteger nossos filhos do mundo seja sinal de amor, para eles é sinal de que não confiamos na capacidade deles para lidar com as situações que surgirem.

Nós podemos quebrar este ciclo que nos enfraquece e gerar crianças encorajadas e futuros adultos empoderados!

“Adultos que não precisem ser curados da sua própria infância”

Texto escrito por Ariana Aguiar – Psicóloga e Educadora Parental

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1 Comentário(s)

1 Comentário

  1. Diana

    Muito construtivo, seu texto!

    Responder

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